O texto reúne aprendizados de superintendentes e diretores entrevistados ao longo de 2025, como um “checklist” prático para quem entra no segundo semestre letivo buscando impacto real: escuta ativa, recomposição de aprendizagens, adoção consciente de tecnologia e gestão orientada por dados.
👂 Escute quem costuma ficar invisível
Um ponto central é ampliar a participação de grupos historicamente marginalizados — incluindo famílias migrantes e culturas que não se sentem autorizadas a “opinar” sobre a escola. A liderança, aqui, não é só ouvir: é criar condições para que essas vozes existam no processo decisório.
📚 Reforço não precisa parecer “coisa de bebê”
A recomposição de leitura no middle school pode gerar vergonha e até se manifestar como indisciplina. A chave é oferecer intervenções no nível certo, com linguagem respeitosa e proposta clara de progresso — para que o aluno entenda que aquilo o torna melhor leitor (e não “atrasado”).
🤖 Antes de adotar tecnologia, defina a necessidade
A lição sobre edtech (especialmente IA) é direta: o ponto de partida não é a ferramenta, e sim a pergunta “qual problema real queremos resolver?”. O texto também sugere elevar o nível da conversa com fornecedores (não só com vendas), buscando soluções mais ajustadas ao contexto da rede.
📊 Gráficos e dados ajudam a atravessar barreiras de idioma
Quando a comunicação verbal falha, evidências visuais ajudam: mostrar trajetória de crescimento do aluno, comparações com pares e médias, e sinais de alerta ou avanço. Isso traz clareza e segurança às famílias — e sustenta conversas difíceis com base em evidências.
🧩 Virada de distrito é trabalho de equipe (mesmo)
O caso de Compton destaca que resultados não vêm de um “salvador”, mas de um processo: metas inteligentes, intervenções em sala, foco em linguagem acadêmica e benchmarking contínuo com distritos comparáveis — com professores, gestores e estudantes alinhados no mesmo objetivo.
✅ Conclusão
As cinco lições convergem para uma ideia simples: melhorar aprendizagem exige método e humanidade ao mesmo tempo — ouvir quem não é ouvido, recuperar bases sem estigmatizar, usar tecnologia com propósito, comunicar com evidências e sustentar melhorias com processos consistentes e coletivos.
Leia a notícia original na íntegra em: https://www.k12dive.com/news/5-lessons-learned-from-top-school-administrators-in-2025/808315/