O texto aponta que o Projeto de Lei Orçamentária de 2026 aprovado pelo Congresso reduz quase R$ 488 milhões do orçamento discricionário das 69 universidades federais, aprofundando um cenário que a Andifes já classifica como crítico para funcionamento, permanência estudantil e pesquisa.
💸 O que foi cortado, exatamente
O corte recai sobre recursos discricionários — despesas não obrigatórias, mas essenciais ao dia a dia: água, luz, contratos, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa e compra de equipamentos. Ou seja, não é “gasto supérfluo”; é o que mantém a máquina operando.
📉 A dimensão do impacto no orçamento total
O texto mostra a queda de R$ 6,89 bilhões para R$ 6,43 bilhões no previsto para 2026, com redução de 7,05% nesses recursos. Na prática, significa menos margem para manter atividades regulares e responder a emergências operacionais.
🎓 Assistência estudantil como alvo sensível
A Andifes destaca um corte de aproximadamente R$ 100 milhões em assistência estudantil (redução de 7,3%), apontando risco direto à permanência de estudantes em vulnerabilidade e à implementação da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).
🏛️ Cortes “desiguais” e pressão sobre gestão
A nota afirma que os cortes atingem todas as ações essenciais e incidem de forma desigual entre universidades. Isso tende a ampliar diferenças de capacidade de funcionamento entre instituições — algumas podem “segurar” mais, outras entram em fragilidade mais rápido.
🔥 “Nominalmente menor que 2025”: o efeito inflação + contratos
Mesmo sem entrar em números de inflação, a Andifes alerta para um ponto-chave: se o orçamento de 2026 ficar abaixo do executado em 2025, o sistema perde capacidade real de pagamento, especialmente com reajustes obrigatórios de contratos (mão de obra e serviços terceirizados costumam pressionar muito).
🔬 Efeito cascata em ensino, pesquisa e soberania
A nota conecta esse corte a um cenário mais amplo de restrição (citando também Capes e CNPq) e afirma que isso ameaça ensino, pesquisa e extensão, além de impor entraves ao desenvolvimento científico — com impacto direto na capacidade do país de produzir conhecimento e reduzir desigualdades.
✅ Conclusão
O corte não afeta “projetos extras”, mas o funcionamento básico das universidades federais e, de modo especial, a permanência estudantil. A Andifes pede recomposição imediata e aponta que, sem correção, 2026 pode consolidar um ciclo de precarização administrativa e acadêmica — com custos sociais e científicos difíceis de reverter.
Leia a notícia original na íntegra em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/12/23/congresso-corte-orcamento-universidades-federais-2026.ghtml