Débora Garofalo simboliza uma trajetória rara e necessária: prática pedagógica com impacto real, construída no chão da escola pública, que ganha projeção internacional e volta ao debate brasileiro como evidência de que tecnologia só faz sentido quando resolve problemas concretos, com intencionalidade e inclusão.
🏅 Reconhecimento global, raiz local
O prêmio como “educadora mais influente” reforça que a inovação que transforma não precisa nascer em laboratórios caros: ela pode começar com sucata, território e um problema real (como lixo, violência, ausência de infraestrutura e desmotivação). No Brasil, onde muitas redes ainda tratam tecnologia como “compra de equipamento”, essa história lembra que o que muda a aprendizagem é projeto pedagógico, não vitrine. A visibilidade internacional também ajuda a virar a chave do discurso: educação pública não é sinônimo de carência; pode ser sinônimo de potência — desde que existam condições mínimas de trabalho, continuidade e valorização docente.
🤖 Robótica com propósito: tecnologia como linguagem de participação
O que faz o projeto de robótica “funcionar” no contexto brasileiro é a combinação de três elementos estruturais: mão na massa, vínculo com o cotidiano do aluno e criação de sentido social (sustentabilidade, comunidade, pertencimento). Isso conversa com um gargalo antigo do nosso sistema: a escola frequentemente ensina “conteúdo” sem garantir experiência, autoria e aplicação. Quando o aluno constrói protótipos, ele não está só “aprendendo tecnologia”; está desenvolvendo confiança, pensamento lógico, colaboração e repertório para ler o mundo. Em um país desigual, isso também tem efeito de equidade: abre portas simbólicas para áreas que muitos estudantes sequer imaginam acessar.
🐝 Bett UK 2026: da inspiração à agenda concreta de implementação
Essa conexão entre prática e política ficou ainda mais evidente na Bett UK 2026, quando Débora esteve no estande da Learnbase, junto com a Editora Divulgação Cultural, apresentando “Desafios na Implementação da BNCC Computação”. O foco não foi “tendência”, e sim execução: saúde mental, criatividade, IA, aprendizagem ativa e o papel da tecnologia como objeto e ferramenta de ensino aparecem como desafios educacionais amplos — e não como pauta isolada de laboratório de informática. Esse recorte é muito brasileiro: temos diretriz curricular (BNCC), mas a implementação ainda é desigual e dependente de esforço individual. Levar essa conversa para um evento global ajuda a reposicionar o Brasil como produtor de soluções pedagógicas — e não apenas consumidor de ferramentas.
🧩 BNCC Computação: o problema não é “querer”, é “conseguir”
A BNCC Computação exige que redes enfrentem obstáculos estruturais conhecidos: falta de formação docente específica, pouca carga horária disponível, infraestrutura desigual e rotatividade de equipes nas secretarias. A consequência é previsível: algumas escolas avançam com excelência, enquanto outras ficam presas ao básico — e isso vira desigualdade curricular disfarçada de modernização. Na prática, muitas redes tentam resolver com compra de tecnologia, mas a implementação real depende de um pacote mais amplo: formação continuada, materiais didáticos claros, progressão por ano/série, suporte à gestão e estratégias que funcionem com e sem computador. Quando isso não existe, o componente “computação” vira projeto pontual, não política pedagógica.
🧠 Do “STEAM técnico” ao sentido humano da tecnologia
Um ponto forte da apresentação é lembrar que inovação não é só técnica: quando humanidades entram (o “H” ampliando o STEAM), a escola consegue discutir ética, impacto social e o “porquê” das soluções — algo essencial para um país que enfrenta desinformação, violência digital e desigualdades profundas. No Brasil, essa integração é especialmente estratégica porque evita dois extremos comuns: (1) tecnologia como “aula de aplicativo” e (2) tecnologia como “programação abstrata” desconectada do território. Quando a computação dialoga com cidadania, meio ambiente, cultura e direitos, ela deixa de ser disciplina periférica e vira linguagem transversal.
🧑🏫 Implementação de verdade: material, formação e suporte (não só licença)
A discussão de BNCC Computação costuma travar no “quem vai ensinar” e “com quais recursos”. A apresentação explicita que uma implementação consistente precisa de ecossistema: material do estudante e do professor, guia para famílias, propostas plugadas e desplugadas, além de formação e certificação docente — porque a mudança não se sustenta só na boa vontade. No Brasil, isso resolve um problema estrutural: políticas educacionais raramente chegam completas à escola. Chegam como orientação, e a escola “se vira”. Quando a implementação vem acompanhada de trilha pedagógica + formação + acompanhamento, a rede deixa de depender de heróis locais e passa a construir escala com consistência.
🚀 ubbu: uma resposta prática da Learnbase para a BNCC Computação
É aqui que entra a ubbu como solução da Learnbase para apoiar redes e escolas na implementação da BNCC Computação: uma proposta que organiza o ensino de computação de forma estruturada, com progressão, apoio ao professor e uma experiência desenhada para engajar alunos — sem transformar o currículo em improviso. No contexto brasileiro, o valor não está em “ter uma plataforma”, e sim em reduzir as duas grandes dores da escola: planejamento (o que ensinar, em que ordem, com quais atividades) e capacidade de implementação (formação, suporte e continuidade). E isso é decisivo para equidade: quanto mais guiado e claro é o caminho, menos a aprendizagem depende do “professor que já sabe” ou da “escola que tem laboratório perfeito”.
✅ Conclusão
A notícia celebra uma educadora, mas o recado maior é sistêmico: o Brasil não precisa escolher entre “educação pública” e “inovação” — precisa criar condições para que inovação seja política, não exceção. A passagem da Débora pela Bett UK 2026, no estande da Learnbase com a Editora Divulgação Cultural, reforça esse movimento: colocar os desafios reais da BNCC Computação na mesa e discutir implementação com seriedade. Quando soluções como a ubbu entram como apoio estruturado (currículo organizado, prática pedagógica e suporte ao professor), a computação deixa de ser um “componente difícil de encaixar” e passa a ser uma ponte concreta entre currículo, realidade e futuro — com mais chance de chegar a todas as escolas, e não só às que já estavam prontas.
Leia a notícia original na íntegra em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/05/e-a-celebracao-de-toda-uma-trajetoria-pela-educacao-publica-diz-professora-de-sp-eleita-educadora-mais-influente-do-mundo.ghtml